O mais estranho é que continuo aqui à espera dele, como se só estivéssemos afastados há dois dias. Já tanto tempo passou, já tantas pessoas entraram na minha vida e nenhuma delas permaneceu desta forma em mim. Já não sei se é
amor, se é outra coisa qualquer, mas sei que sinto a falta dele.
Sinto a falta de pequenas coisas, da minha mãe me ligar à hora de jantar e eu ainda estar agarrada a ele não querendo largar, de apanharmos chuva juntos no meio da Maia, de nos aconchegarmos em dias de frio, de nos sentarmos nas primeiras escadas que nos aparecessem à frente, de nos encontrarmos por acaso no meio do Porto e não nos largarmos mais, de eu ter ciúmes das minhas amigas só porque ele me quer fazer surpresas lindas, de saber que mesmo que lhe falem mil horrores de mim ele vai sempre
valorizar-me e conhecer-me da forma que eu sou e vai conseguir ser superior e derrubar todos para ficar comigo.
Tenho saudades de lhe dar a mão e dizer que eram
as mãos mais lindas que conhecia, saudades de abraçá-lo durante horas, saudades de fazer o que não devia em qualquer lado, saudades de o sentir
respeitar-me, fazendo-me as vontades só para me ver feliz, fazendo-me sorrir só para que eu percebesse que era
ele o homem com quem eu queria ficar. Em
um mês e oito dias, tudo isto deixou saudades, tudo isto deixou a marca e sinceramente ainda ninguém conseguiu preencher o vazio que ele aqui deixou. Queria que o tempo voltasse atrás, para que o pudesse prender a meu lado e
dar-lhe todo o valor que ele tem enquanto era tempo. No entanto, volto a dizer, que o
meu sorriso é dele, a
minha luta é por ele e portanto estarei
SEMPRE AQUI à espera dele !
21.
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